segunda-feira, 21 de abril de 2008

O tempo e o espaço são modos pelos quais pensamos e não condições nas quais vivemos*

Pode ser que interesse a alguém.

Cronologia sumária do Teatro Nacional de S. Carlos


1793
— Inauguração, a 30 de Junho.

1796
— Conclusão do Salão das Oratórias, hoje Salão Nobre.

1828-1834
— Encerramento motivado pela Guerra Civil.

1854
— Passa a propriedade do Estado.

1888
— Integração do edifício contíguo (hoje o n.9 9 da Rua de Serpa Pinto) para camarins,salas de ensaio, costura e guarda-roupa, gabinetes, etc.

1908
— Obras orientadas pelo Arq. Ventura Terra.

1912-1920
— Encerramento, por decisão do Governo.

1927
— Crise empresarial na actividade operística.

1935
— Por excessiva degradação, o Teatro é encerrado.

1936-1940
— Obras de restauro e beneficiação, orientadas pelo Arq. Guilherme Rebello de Andrade.

1940
— l.e de Dezembro, Gala de reinauguração com a ópera D. João IV, de Ruy Coelho. O Dr. Fernando Cabral é nomeado Comissário do Governo.

1943
— Festivais Comemorativos do 150.s Aniversário do Teatro Nacional de S. Carlos.

1946
— O Teatro deixa de ter empresário, sendo integrado na Direcção-Geral das Belas-Artes do Ministério da Educação. É nomeado Director Vitalício o Dr. José Duarte de Figueiredo. Início das temporadas regulares e estabilização do Coro.

1970
— Por morte do Dr. José de Figueiredo, sucede-lhe no cargo o Dr. João de Freitas
Branco.

1974
— Tendo o Dr. João de Freitas Branco sido chamado a funções no Governo, João Paes
é nomeado Director e dá início à instalação dos Corpos Artísticos e Técnico-Profis-
sionais Residentes: orquestra, cantores, cenografia, etc. Inicia também a expansão
cultural do Teatro, através de numerosas tournées da Companhia de Ópera, no país
e em Festivais espanhóis.

1981
— Passagem a Empresa Pública. Administração presidida por João Paes.

1982
— Administração presidida pelo Dr. José Manuel Serra Formigai. Consolidação, ampliação e institucionalização dos Corpos Artísticos e Técnicos Residentes.

1985
— Integração da Companhia Nacional de Bailado, dirigida por Armando Jorge. Conclui-se assim o equipamento do Teatro com os Corpos Artísticos e Técnicos profissionais necessários à sua acção cultural.

1986
— Início da publicação da Revista do Teatro Nacional de S. Carlos sob a direcção do Administrador Dr. João de Freitas Branco (publicação interrompida depois do número de Maio 1989).

1988
— Junho, abertura ao público da Sala de Leitura da Biblioteca (desactivada em Fevereiro de 1990).
— Agosto, Administração presidida pelo Dr. Luís Barbosa, tendo como Administrador-
-Director Artístico e de Produção o Dr. José Ribeiro da Fonte.

1990
— Agosto, Administração presidida pelo Dr. Luís Salgado de Matos.

1992
— Abril, Administração presidida pelo Dr. Manuel Barata Frexes.
— Agosto, decretada pelo Governo a dissolução da Empresa Pública que gere o Teatro Nacional de S. Carlos.

(Fonte: O Teatro Nacional de São Carlos, Manuel Ivo Cruz, Lello & Irmão-Editores)

* Albert Einstein

4 comentários:

JPC disse...

Quem mais? És a minha esperança para aquele teatro...

vinum acre disse...

Excelente.... só faltou evocar o anos de 2008 " Ano da criação do Blogge 5ªOrdem" como um movimento entusiasta da proliferação da palermice ,mas com catadura teatral ,ligado ao TNSC....um bem haja muito grande para ti.....

Gata2000 disse...

Roubaste-me os meus 15 minutos de fama!!! Então não é que desde a última récita, matiné família, em que uma senhora muito aprumada me perguntou em que ano foi construído o teatro, porque a neta estava curiosa, e eu não lhe soube responder, fiquei com a pulga atrás da orelha e confessei aos meus botões que nunca mais ninguém me iria dizer -"então trabalha aqui e não sabe...".Lembrei-me então de encetar um serviço cívico e contar a todos os assistentes de sala a história do TNSC para que não passassem a mesma vergonha que eu, eis senão quando, tu Lory me roubas a ideia. Muitos parabéns!Roubaste-me as palavras!!

Lory Boy disse...

Eu peço imensa desculpa. Não era minha intenção usurpar os futuros posts de uma companheira de trabalho. Apenas quis preencher uma lacuna que até aqui se verificava.
Já agora, quem es tu?
Eu gosto de saber a quem ando a pedir desculpa e a quem sem intenção roubei textos que iriam ser colocados no blog.